Tudo nessa existência é transição... Eu, você, as flores, a grama e até o ar está em trânsito de um lugar para outro.
Sabemos disso.
Vivemos como se não soubéssemos.
Amanhã eu digo.
Amanhã eu ligo.
Amanhã peço desculpas.
Amanhã me declaro.
Amanhã...
O problema é que para hoje não economizamos sentimentos negativos:
Egos inflados.
Apegos tolos.
Afetos engolidos em nome do orgulho.
Autocomplacência de sobra.
Empatia de menos.
O hoje se perpetua... e o amanhã é sempre depois de amanhã.
E se amanhã acabar tudo?
E se não for mais possível dizer eu te amo?
E se o filho ou o pai partirem?
E se o amor da sua vida cansar dos seus excessos?
E se o amigo não se importar mais?
E se a saúde não te der uma segunda chance?
E se... E se.. E se...
E na terra dos “quases”... Você quase viveu!
Que jamais esqueçamos de onde viemos e para onde retornaremos. Somente essa consciência permite uma vida real ao invés de uma vida imaginária.
Que entre a nossa primeira e a nossa última inspiração, possamos perder o fôlego muitas vezes por estarmos vivendo intensa e conscientemente as nossas escolhas.

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